Eflúvio Telógeno: queda de cabelo difusa

22 abril 2020 | Queda de cabelo|
Eflúvio Telógeno: queda de cabelo difusa

A queda de cabelo faz parte do ciclo normal de vida do cabelo e por isso é natural que perca, por dia, cerca de 50 a 100 fios. Mas quando conta 200, 400 ou até 600 fios a menos a cada 24 horas, é possível que esteja perante um quadro de eflúvio telógeno que merece toda a sua atenção. 

Além de proteger o couro cabeludo, o cabelo é uma espécie de adorno que ninguém dispensa e por isso o eflúvio telógeno é uma espécie de atentado à boa aparência e autoestima, em homens e mulheres.

Felizmente, na maior parte dos pacientes a causa desta condição é identificada com facilidade (deficiência nutricional, pós-parto, cirurgia, stress, etc) e o problema é passageiro e resolve-se por si só.

Noutros casos, porém, exigem-se cuidados e tratamentos capilares específicos para que seja possível voltar a exibir um cabelo forte e bonito. 

 

O que é o Eflúvio Telógeno?

Sabe aquele tipo de perda de cabelo mais intensa do que a queda de cabelo normal, que apareceu de repente, e que nota muitos fios no ralo da banheira, na almofada pela manhã, ou quando se penteia vê mais fios agarrados à escova do que é costume?

É o eflúvio telógeno, trata-se de uma condição que se caracteriza pelo aumento da queda de cabelo e que pode acontecer por uma série de fatores.

Esse desequilíbrio é motivado por algum fator que reduz o período de desenvolvimento e leva a um decréscimo do número dos folículos capilares que produzem cabelo que, por sua vez, leva a uma diminuição difusa do cabelo: regra geral, é no topo do couro que o cabelo diminui de forma consistente e, embora esta condição se aplique mais no couro cabeludo, nalguns casos pode afetar também outras zonas, como as sobrancelhas.

Na maioria dos pacientes, a perda de cabelo é temporária. Contudo, nalguns casos o problema continua até que a causa da queda de cabelo seja solucionada.

 

Tipos de Eflúvio Telógeno

O eflúvio telógeno difuso divide-se em dois tipos distintos que vamos conhecer de seguida: eflúvio telógeno agudo e eflúvio telógeno crónico.

 

Eflúvio Telógeno agudo

O eflúvio telógeno agudo está associado a algo que aconteceu aproximadamente 2-3 meses antes de começar a queda de cabelo difusa, já que esse é o período de tempo que os fios, interrompida a fase anágena, levam para começar a cair. 

É claro que é normal que o cabelo caia, mas quando não são 100 ou 120 fios por dia, mas sim 300 ou 400 fios, estamos perante eflúvio telógeno difuso.

E entre as causas mais comuns estão o pós-parto, doenças infeciosas, febre, cirurgias ou situações de stress intenso.

Na maioria dos casos de eflúvio telógeno agudo (70%) consegue-se descobrir o agente que provocou a queda do cabelo, mas nos outros casos (30%) não se consegue perceber o motivo. Felizmente em ambas as situações, é possível reverter o problema e ver o cabelo voltar a crescer.

 

Eflúvio Telógeno crónico

O eflúvio telógeno crónico é semelhante ao eflúvio telógeno agudo, só que o seu efeito é de longo prazo porque geralmente está associado a doenças autoimunes, hormonais como problemas na tiroide ou deficiências nutricionais e de absorção.

Ou seja, no eflúvio telógeno crónico há ciclos: fases em que a queda é mais acentuada e outras fases em que a queda de cabelo é normal. 

 

Causas do Eflúvio Telógeno

As principais causas do eflúvio telógeno difuso são:

  • Má alimentação;
  • Dietas restritivas;
  • Perda de nutrientes;
  • Deficiência de ferro ou zinco;
  • Cirurgias ou infeções;
  • Problemas na tiroide;
  • Pausa na toma da pílula anticoncecional;
  • Pós-parto/puerpério;
  • Menopausa e outras mudanças hormonais;
  • Stress, ansiedade e depressão;
  • Medicamentos como antidepressivos, ansiolíticos, contracetivos, produtos para emagrecimento, anticoagulantes, anticonvulsivantes, etc.

 

 

Tratamento do Eflúvio Telógeno

Se não existir uma doença associada, o eflúvio telógeno desaparece por si só em 3 a 6 meses. Porém, havendo alguma condição associada, é preciso corrigir o fator desencadeante do eflúvio, como é o caso de um problema hormonal, algum quadro inflamatório ou mesmo a deficiência de micronutrientes, porque enquanto o fator persistir a queda também estará presente. 

Existem medicamentos, suplementos orais e produtos capilares que estimulam o crescimento, como o shampoo para eflúvio telógeno também conhecidos como shampoo anti-queda, mas antes de começar a usar ou tomar qualquer coisa, deve consultar um médico especializado na área de cabelo para avaliação e diagnóstico do seu tipo de eflúvio telógeno de forma a ser orientado apropriadamente no sentido da cura.

Nalguns casos, uma dieta rica em proteínas e certas vitaminas é quanto basta para recuperar o volume perdido.

Noutros casos é preciso recorrer a medicamentos orais e tópicos e, podem ser necessários tratamentos estimulantes de crescimento do cabelo como por exemplo sessões de mesoterapia com vitaminas, infiltrações com fatores de crescimento do sangue (PRP) entre outros, para que o volume dos fios seja recuperado e se evitem falhas.

Ao haver tendência para alopécia ou calvície, como historial familiar de cabelos finos e pessoas calvas, a situação pode ficar ainda mais severa. 

Em suma, a maioria dos casos de eflúvio telógeno tem cura, mas ao haver qualquer doença associada é crucial que esta seja tratada, e se houver simultaneamente alopecia androgénica, a solução pode passar além do tratamento do eflúvio, em última instância, pelo transplante capilar.

 

Saiba quando se deve render às evidencias e optar por um transplante capilar.

 

Diferença entre Eflúvio Telógeno e Alopecia Androgénica

As duas principais causas para queda de cabelo difusa, são eflúvio telógeno e alopecia androgénica, ambas têm um aspeto similar ao gerar zonas de rarefação capilar e exposição do couro cabeludo. Entretanto são condições bem diferentes.

O eflúvio telógeno corresponde a uma queda de cabelo temporária (lembre-se que também pode estender-se ao longo do tempo e tornar-se crónica) que pode ter diversas causas.

Já a alopecia androgénica tem uma causa genética e hormonal motivada pela ação da di-hidrotestosterona (DHT) que atrofia o folículo, ao provocar um processo chamado miniaturização dos fios, que ficam cada vez mais finos.

Na alopecia androgénica seja feminina ou masculina não a queda dos cabelos não é tão severa como no eflúvio, o que prepondera é o afinamento dos fios que acabam por diminuir a cobertura do couro cabeludo.

Esta é uma patologia progressiva, ou seja, a tendência é agravar-se com o tempo e por esse motivo, requer tratamento crónico. 

Efetivamente, a alopecia androgénica é a principal causa de calvície e queda de cabelo nos homens e os seus primeiros sinais podem surgir logo no início da idade adulta, particularmente se existirem antecedentes familiares.

Nesta condição, o paciente sofre uma perda mais acentuada nas têmporas e na coroa e, em certos casos, fica com cabelo apenas na zona lateral e na nuca.  

Por fim, se nem a medicação, nem o shampoo para eflúvio telógeno, nem o novo regime alimentar funcionam, é possível que esteja perante uma queda de cabelo mais acentuada e por isso convém consultar já um especialista para diagnóstico exato e tratamento efetivo do seu problema.

 

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TrichoTest é um teste genético que avalia o ADN e os genes relacionados à alopecia, conseguimos selecionar com precisão os princípios ativos mais eficazes para o tratamento da alopecia, caso a caso. 

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