Calvície Genética

30 junho 2021 | Calvície|
Calvície Genética

A calvície genética é uma das causas mais comuns para a queda de cabelos, com um grande impacto emocional na autoestima e confiança das pessoas. 

Ainda que em graus diferentes de intensidade, a calvície genética pode afetar tanto homens como mulheres. No entanto, sabemos que esta é uma condição que atinge maioritariamente os homens (cerca de 80% da população masculina, em idades mais avançadas); na população feminina, o número situa-se algures entre os 20% e os 40%, com particular incidência no período pós-menopausa.

Também conhecida por alopecia androgenética, a calvície genética é uma forma de alopecia caracterizada pela perda gradual e progressiva dos cabelos, devido a fatores hereditários (influência genética)

Tudo se liga à mesma hormona: a DHT (dihidrotestosterona) e à importância desta influência genética.

 

Importância da genética na calvície

Tanto na calvície masculina genética, como na calvície feminina genética – ou seja, tanto em homens, como mulheres – a calvície genética apresenta-se como uma predisposição genética que diz que, em determinadas zonas da cabeça, ou em folículos capilares geneticamente marcados, há uma maior sensibilidade ao DHT - uma fração da testosterona, responsável pela perda dos cabelos.

Nos homens, a calvície torna-se mais evidente devido uma maior presença desta enzima, lado a lado com níveis superiores de testosterona, que aumentam a sensibilidade dos folículos capilares à hormona DHT, provocando a diminuição da espessura dos fios de cabelo e incitando ao aparecimento da calvície.

Enquanto nos homens a calvície é mais localizada na parte superior da cabeça, já nas mulheres, a rarefação capilar é do tipo difuso. Embora possamos notar um alargamento da zona da risca (linha central em que dividimos os cabelos), o seu efeito nota-se em toda cabeça no geral.

No entanto, a perda de cabelo pode não se dever necessariamente à influência genética. Este diagnóstico deve ser devidamente realizado por uma equipa médica especializada, por forma a se encontrarem os melhores métodos para o combate à queda dos cabelos.

No caso de se comprovar que a diminuição capilar se deve, efetivamente, à calvície genética, então importa ficar a conhecer o que a pode causar.

Começamos com um dado muito curioso.

 

Causas da calvície genética

Em 2017, a Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, realizou um estudo e descobriu que a calvície genética pode ser causada por mais de 287 genes diferentes.
Neste estudo, foram analisados o ADN de mais de cinquenta mil homens, com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos, de modo a avaliar-se o risco de calvície genética de cada um.

O dado curioso? - Até aqui, pensava-se que esta era uma característica herdada pelos pais quando, na realidade, o estudo indica que os genes responsáveis pela calvície genética vêm, afinal, do lado das mães.

São estes 287 genes que influenciam a queda do cabelo e provocam a calvície feminina genética ou a calvície masculina genética. Mas, mais do que isso, são também estes os genes que influenciam a idade do início e a velocidade de todo o processo de perda de cabelo.

O número de genes herdados do lado materno, paterno ou ambos, define ambas estas características, cujo início se denota pelo afinamento gradual dos cabelos e diminuição do ciclo de crescimento dos fios.

Nas mulheres, a calvície genética é maioritariamente notória após a menopausa. Até esse momento, os níveis de estrogénio podiam ajudar a proteger os folículos capilares.  Mas, devido à natural diminuição hormonal, a queda de cabelos intensifica-se, tornando-se cada vez mais evidente com o passar dos anos. Já os homens podem dar início ao processo, muito mais cedo: enquanto uns começam a reparar que os seus cabelos se tornam cada vez mais finos logo após a adolescência, outros apenas dão por isso já em idade adulta, com 30% dos homens entre os 30 e os 40 anos a sofrerem de calvície – um número que vai progressivamente aumentando com o tempo.

Também é importante ressaltar a importância dos fatores externos no aparecimento e evolução da calvície seja feminina ou masculina. A epigenética demonstra que podemos modular a resposta dos nossos genes, silenciando alguns e ativando outros. Portanto ter uma rotina de vida saudável, com uma ingestão de nutrientes apropriada e de alta qualidade, fazer exercício físico, e ter um sono de qualidade, tudo isto pode influenciar na manutenção e saúde dos cabelos.  

 

Como evitar a calvície genética?

Sendo uma patologia genética, é impossível evitar por completo o desenvolvimento da calvície e a perda de cabelo, a partir do momento em que existe uma predisposição genética.

Mais do que uma lista de ações que pode tomar para evitar a calvície genética, lembre-se que a saúde do seu cabelo e folículos capilares está diretamente ligada à sua saúde, como um todo.

Siga uma dieta equilibrada e mantenha hábitos de vida saudáveis de modo a que os seus cabelos se encontrem sempre fortes e no seu melhor estado de saúde possível.

Se não se pode evitar, pode-se tratar?

 

Tratamento para a calvície genética

Em fases iniciais da calvície genética existe a possibilidade de se realizarem alguns tratamentos medicamentosos, com vista à manutenção dos cabelos existentes e até à relativa prevenção da queda de cabelos em pessoas geneticamente predispostas para tal.

Mas, uma vez instaurada a calvície, a única solução definitiva é o transplante capilar. 

Na Master Group, utilizamos a técnica FUE para o tratamento. Esta é uma técnica inovadora, minimamente invasiva e com um tempo de recuperação bastante curto, sem pontos e sem cicatrizes.

Pode ficar a conhecer a técnica FUE, passo a passo, aqui. 

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