Alopecia Traumática

16 fevereiro 2022 | Doenças capilares|
Alopecia Traumática

A alopecia traumática é um tipo de alopecia que pode afetar tanto os homens como as mulheres. Ao contrário do que seria de esperar, a queda de cabelo provocada pela alopecia traumática não ocorre de forma natural. Acontece por uma agressão física, psicológica com manifestações físicas, ou química, que dá origem ao trauma que provoca a alopecia.

Por outras palavras, a alopecia traumática pode ser causada por fatores como a pressão provocada pelo tipo de penteado, lesões físicas geradas por stress, ou ainda a utilização excessiva de alguns químicos, entre outros.

A causa identificada para a queda de cabelo é o que acaba por definir se um caso específico se trata efetivamente de alopecia traumática.

Por isso mesmo, antes de dar início a qualquer tratamento é importante perceber a razão subjacente à queda de cabelo, a cada momento.

As suas causas poderão ser tão simples quanto uma má utilização do secador de cabelo até aos casos mais complexos, como a tricotilomania. Mesmo assim, o primeiro passo está dado: conhecer tudo sobre a alopecia traumática.

Neste artigo, partilhamos tudo o que precisa de saber acerca deste tipo de alopecia, incluindo todos os seus sintomas e possíveis tratamentos.

 

O que é alopecia traumática?

A alopecia traumática é o nome técnico utilizado para descrever zonas do couro cabeludo, cuja queda de cabelos é mais agressiva, devido a um trauma. Estes traumas podem ser causados por lesões físicas, químicas ou psicológicas.

A queda de cabelo provocada por motivos psicológicos é a mais complexa de identificar e entender. Nestes casos, um exemplo muito utilizado é o efeito do stress que leva algumas pessoas a sentirem o impulso de arrancarem os seus próprios cabelos.

Nos casos mais graves, este é um distúrbio cujo nome é a tricotilomania e que descrevemos em baixo.

O mesmo é dizer que a alopecia traumática pode ser causada pelos próprios indivíduos, de maneira deliberada. Mas também pode ocorrer de forma acidental, seja pelo excesso de pressão provocado por alguns tipos de penteados, seja pela utilização de químicos que se encontram em determinados produtos ou até pelo calor excessivo do secador de cabelo.

Dependendo das suas causas e intensidade do trauma, a alopecia traumática pode ser considerada mais ou menos aguda.

Assim, a identificação das potenciais causas é essencial para dar início a todo o processo, cujo tratamento pode envolver um transplante capilar, no caso de o dano provocado ser já irreversível.

Por isso mesmo, uma consulta de avaliação é absolutamente essencial. Deste modo, será possível proceder ao tratamento correto, depois de identificadas a causa.

 

Causas de alopecia traumática

Como temos vindo a mencionar, a alopecia traumática pode ter várias causas. Em seguida, vamos abordar as mais habituais, começando pela tricotilomania.

A tricotilomania é considerada um distúrbio da capacidade de controlo dos impulsos.

Os pacientes sentem necessidade de puxarem pelos próprios cabelos, normalmente devido a situações de ansiedade.O sentimento é descrito como uma sensação de alívio, precedida por uma sensação de necessidade.

Na prática, há um desejo imediatamente correspondido. É mais comum em crianças, mas mais difícil de tratar em jovens e adultos.

Em casos complexos, pode ser necessário o acompanhamento psicológico, de modo a tratar o comportamento que deu origem à alopecia traumática.

Além da tricotilomania, há ainda mais quatro causas que deve ficar a conhecer:

  • Dermatoses;
  • Tração;
  • Pressão;
  • Calor e substâncias químicas.

Vejamos cada causa, uma a uma.

As dermatoses podem tomar as mais diferentes formas. Contudo, o seu resultado final acaba sempre por causar alguma irritação ou comichão no couro cabeludo que, por sua vez, leva à criação de lesões ou traumas que provocam a alopecia traumática.

Quando provocada por tração, a alopecia traumática tem lugar devido a um excesso de escovação ou penteação.

Nestes casos, os cabelos são levados até ao seu limite, sendo exercida uma força que se repete no tempo e que acaba por fragilizar os fios de cabelos, provocando a sua queda.

Já quando a alopecia traumática acontece devido a pressão, o efeito deve-se à força exercida sobre uma determinada área do couro cabeludo.

A tensão pode ocorrer por diversos fatores, de entre os quais se destacam alguns penteados, como o rabo-de-cavalo, as tranças, os apliques ou até ser consequência de um estado de cama prolongado, como aquele que se encontra em pacientes anestesiados ou em coma.

Por último, o calor produzido por alguns secadores de cabelo ou os químicos presentes noutros óleos ou champôs pode também danificar o couro cabeludo, dando origem a um trauma que culmina na alopecia traumática.

A alopecia traumática pode ainda ser referida enquanto alopecia cicatricial, na medida em que os efeitos nocivos provocados pelas causas subjacentes podem dar origem a cicatrizes no couro cabeludo, por vezes difíceis de identificar.

Nestes casos, deixa de existir possibilidade de novos folículos capilares serem criados, restando o transplante capilar como única opção de tratamento disponível. Contudo, nem sempre estas cicatrizes se devem a traumas, razão pela qual a distinção entre a alopecia traumática e cicatricial existe, com a última a envolver ainda possíveis condições hereditárias ou congénitas.

 

Sintomas de alopecia traumática

Os sintomas da alopecia traumática são, em tudo, semelhantes àqueles que encontramos nos diferentes tipos de alopecia. Ou seja, o principal sintoma é mesmo a queda de cabelo, mais ou menos repentina.

Nestes casos, a única diferença prende-se na localização desta queda de cabelo que, aqui, se concentra numa determinada zona do couro cabeludo.

Muitas vezes, essa zona torna-se essencial para o diagnóstico correto e, por isso, para o tratamento mais indicado. Numa consulta de avaliação, as causas subjacentes à queda de cabelo são identificadas e o tratamento tem início, de acordo com o diagnóstico.

Se se tratar de uma alopecia traumática, existem várias opções à sua disposição na Master Group.

 

Como tratar a alopecia traumática?

Tal como os sintomas, também os tratamentos para a alopecia traumática são muito parecidos aos restantes tipos de alopecia. Contudo, como vimos, algumas das causas para a alopecia traumática estão ligadas aos comportamentos adquiridos.

Por vezes, o tratamento pode ser tão simples quanto a alteração de alguns produtos utilizados na sua rotina diária. Isto, se a condição for detetada atempadamente. No caso de a alopecia já se encontrar num estado mais avançado, então existem vários tratamentos disponíveis.

Em caso crítico, a única solução poderá passar pelo transplante capilar que, na Master Group, é realizado através da técnica FUE.

Numa consulta de avaliação, todas as opções disponíveis são discutidas consigo, de modo a poder tomar a decisão mais informada possível.

 

Como prevenir a alopecia traumática?

A alopecia traumática pode ser prevenida de três formas distintas. O primeiro passo está dado: procurar conhecer mais sobre esta patologia, de modo a poder identificar os sinais e ficar a par dos tratamentos disponíveis.

No entanto, a segunda forma de prevenção é a mais importante. Várias das causas para a alopecia traumática são comportamentais, acima de tudo. 

Quando é assim, a prevenção mais correta envolve a manutenção saudável dos seus cabelos, da melhor forma possível.

Isso inclui ainda uma dieta equilibrada, mas também um nível de saúde mental adequado, com os níveis de stress sob controlo.

Além do mais, a alopecia traumática pode também ser fruto de um efeito de bola de neve, no qual um estado psicológico mais frágil afeta a sua saúde emocional e ter efeitos nocivos na sua confiança, a longo prazo.

Isto aumenta ainda mais os níveis de stress e levar a comportamentos pouco saudáveis que podem culminar na alopecia traumática.

Se tiver dúvidas quanto à possibilidade de estar a sofrer desta patologia, agende a sua consulta de avaliação e comece já hoje a prevenir a queda de cabelos.

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